Por Léia Abadia Fotos: Y/Brasil
É comum negros e afrodescendentes terem sua estética, estilo e até mesmo suas características naturais, rotulados como algo exótico! Isso acontece porque a sociedade brasileira enxerga na estética branca o padrão para a população brasileira.
Toda a formação dos profissionais de beleza se baseia em avaliar as características naturais de uma pessoa, e oferecer ao cliente propostas de transformação. Essas propostas, em sua grande maioria são influenciadas por tudo que nos rodeia, ou seja, nossa cultura, o mundo da moda, os meios de comunicação… literalmente tudo. É o que acontece, quando essa prática é vivida em um país como o Brasil, constituído de indígenas, negros e europeus, mas que teve sua história e construção de identidade valorizando apenas o imigrante europeu, apagando a participação ativa do africano e do nativo indígena na constituição do cidadão brasileiro.
Temos uma população que não se reconhece como latina, uma educação que coloca no imaginário do povo brasileiro o sentimento de negar sua herança plural, e evidenciar apenas suas características europeias. Encontramos uma população negra que cresceu sem representatividade, mergulhada em um processo de embranquecimento, e a total invisibilidade da população indígena.
Fonte: Revista Raça

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